Som & Memória: As séries que cresceram conosco
- Francisco Fiúza

- 14 de mar.
- 2 min de leitura

Há notícias que, mesmo sendo pequenas, abrem portas grandes na memória. Foi o que aconteceu quando ouvi falar de Richard Dean Anderson, o eterno MacGyver. De repente, regressaram aquelas tardes em frente à televisão, quando as séries dos anos 80 e 90 faziam parte da rotina de quase toda a gente.
MacGyver era diferente dos heróis habituais. Não gostava de armas. A sua ferramenta era um canivete suíço e a capacidade de improvisar com o que tivesse à mão. Fosse para escapar de formigas venenosas com fogo improvisado ou para abrir cofres através de sons produzidos por copos de cristal, a solução parecia sempre impossível até acontecer. Ao lado dele estava Pete, o amigo e responsável pela Fundação Fénix, que dava à série um lado mais humano.
Outra presença impossível de esquecer era Knight Rider. Michael Knight, interpretado por David Hasselhoff, conduzia o KITT, um carro futurista que falava e ajudava a combater o crime. Houve confrontos memoráveis com KARR e até com o camião Golias, numa mistura de tecnologia e aventura que parecia saída do futuro.
A televisão desses anos estava cheia de personagens improváveis. The A-Team trouxe-nos Hannibal, Face, B.A. e Murdock, sempre prontos a resolver problemas com criatividade e um furgão inconfundível. The Dukes of Hazzard mostrou-nos um carro que saltava estradas com as portas soldadas. Manimal levou a imaginação ainda mais longe, com um homem capaz de se transformar em animais.
Hoje fazem-se séries extraordinárias, com mais orçamento, mais tecnologia e narrativas mais complexas. Mas aquelas séries tinham algo difícil de repetir: eram parte de um tempo em que a televisão reunia famílias inteiras na mesma sala, à mesma hora, para ver a mesma história.
Talvez seja por isso que continuam vivas. Não apenas pelas personagens ou pelos episódios, mas porque fazem parte da memória de quem cresceu com elas.
Os anos 80 não foram apenas uma década. Foram um cenário onde muitos de nós aprendemos a imaginar.





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