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O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 4/8 Corpo e a Beleza ao Longo do Tempo
A forma como uma sociedade vê o corpo feminino diz sempre muito sobre o seu tempo. Mais do que estética, a beleza é linguagem cultural. Aquilo que cada época considera belo revela medos, valores e expectativas profundas. Durante grande parte da história humana, o corpo feminino foi associado à fertilidade e à abundância. Nas figuras pré-históricas, nas pinturas medievais e em muitas representações do Renascimento, a beleza não estava na leveza, mas na presença. O corpo cheio
Francisco Fiúza
há 2 dias2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 3/8 A Mulher como Moral
Depois da terra, da propriedade e da herança, veio algo ainda mais duradouro: a moral. Se a organização económica mudou o lugar da mulher na sociedade, a religião e a cultura consolidaram essa mudança na imaginação coletiva. O poder não precisava apenas de existir. Precisava de ser justificado, explicado e tornado natural. As grandes tradições religiosas e filosóficas que moldaram o mundo ocidental ajudaram a definir a mulher menos como centro da vida e mais como guardiã da v
Francisco Fiúza
25 de mar.2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 2/8 Terra, Propriedade e Controlo
A grande mudança não aconteceu num dia nem numa geração. Aconteceu lentamente, ao longo de séculos, quando a humanidade deixou de apenas habitar a natureza e começou a transformá-la. A agricultura fixou comunidades ao território, os animais passaram a ser criados em vez de caçados, e a terra deixou de ser apenas espaço de vida para se tornar riqueza acumulável. Com a propriedade surgiu uma nova preocupação: a herança. E com a herança surgiu uma necessidade que até então era s
Francisco Fiúza
18 de mar.2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 1/8 Quando a Mulher Era Centro
Muito antes de existirem cidades, leis escritas ou fronteiras, existia uma certeza silenciosa nas comunidades humanas: a vida nascia do corpo da mulher. Essa evidência simples moldou a forma como os primeiros grupos humanos compreenderam o mundo. A fertilidade não era apenas biologia. Era mistério, continuidade e sobrevivência. E quem carregava esse mistério ocupava naturalmente o centro simbólico da comunidade. As pequenas esculturas femininas encontradas em vários pontos da
Francisco Fiúza
11 de mar.2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - Introdução
Este conjunto de ensaios nasce de uma pergunta simples: onde esteve o poder da mulher ao longo da história? Não apenas o poder político ou institucional, mas há histórias que não cabem num único texto. Precisam de tempo, de camadas e de silêncio entre palavras. A história do poder feminino é uma delas. Não começa no presente nem termina nele. Atravessa milénios quase sempre fora do centro da narrativa oficial, como um rio subterrâneo que continua a correr mesmo quando não o v
Francisco Fiúza
4 de mar.2 min de leitura


Milfontes, a Água e o Futuro que Ainda Podemos Escolher
Há lugares que carregam a sua verdade no nome. Milfontes é um deles. Não é preciso escavar muito para perceber que esta vila nasceu da água, viveu da água e sempre se orientou por ela. O rio, o mar, as nascentes escondidas, os antigos charcos que a toponímia teima em recordar. Alagoachos, por exemplo. O nome diz tudo, mesmo quando o betão tenta apagar a memória. Agora Milfontes prepara-se para crescer. A área urbana vai triplicar. É aqui, neste instante, que se decide o futur
Francisco Fiúza
25 de fev.2 min de leitura


A lógica de uma Região Administrativa Alentejo Litoral
A criação de uma Região Administrativa Alentejo Litoral faz sentido. O território já funciona como um conjunto coerente. O distrito de Setúbal tem vida própria. Não pertence à lógica de Lisboa, quanto mais ao Ribatejo ou ao Alentejo interior. É litoral, atlântico, portuário, urbano e rural ao mesmo tempo.Odemira encaixa neste desenho. É costa, serra, agricultura, turismo e natureza. Vive ligada a Sines, a Santiago e a Grândola, e não ao interior. A sua vida diária aponta para
Francisco Fiúza
18 de fev.2 min de leitura


Portugal, o Clima e o País que Ainda Não Acordou
As primeiras semanas do ano trouxeram imagens que muitos portugueses nunca tinham visto ao vivo. Não foram cheias clássicas, daquelas que faziam os rios sair das margens e ocupar as várzeas como acontecia noutros tempos. Foram episódios que fazem lembrar essas antigas cheias, mas agravados por anos de seca e por solos endurecidos, incapazes de absorver a água que caiu de forma concentrada. O território perdeu elasticidade. Onde antes havia infiltração, agora há escorrência. Q
Francisco Fiúza
11 de fev.2 min de leitura
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