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O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 4/8 Corpo e a Beleza ao Longo do Tempo
A forma como uma sociedade vê o corpo feminino diz sempre muito sobre o seu tempo. Mais do que estética, a beleza é linguagem cultural. Aquilo que cada época considera belo revela medos, valores e expectativas profundas. Durante grande parte da história humana, o corpo feminino foi associado à fertilidade e à abundância. Nas figuras pré-históricas, nas pinturas medievais e em muitas representações do Renascimento, a beleza não estava na leveza, mas na presença. O corpo cheio
há 2 dias2 min de leitura


Topónimos que nascem da pedra: a geologia como força invisível na nomeação do sudoeste
Há regiões onde os nomes dos lugares parecem escolhidos por quem viveu séculos a observar a terra. No sudoeste alentejano e no Algarve, essa relação é especialmente evidente. Aqui, a geologia não é apenas pano de fundo. É uma presença activa, uma voz mineral que molda a forma como as pessoas descrevem o mundo à sua volta. Muitos topónimos sobrevivem precisamente porque captam essa voz. A paisagem do sudoeste é marcada por xisto, quartzito, cascalheiras antigas e ribeiras que
há 6 dias2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 3/8 A Mulher como Moral
Depois da terra, da propriedade e da herança, veio algo ainda mais duradouro: a moral. Se a organização económica mudou o lugar da mulher na sociedade, a religião e a cultura consolidaram essa mudança na imaginação coletiva. O poder não precisava apenas de existir. Precisava de ser justificado, explicado e tornado natural. As grandes tradições religiosas e filosóficas que moldaram o mundo ocidental ajudaram a definir a mulher menos como centro da vida e mais como guardiã da v
25 de mar.2 min de leitura


Curiosidades: A Idade Média entre mito e realidade
A Idade Média tem um problema curioso. É muitas vezes lembrada não pelo que foi, mas pelo que imaginamos que foi. Entre histórias repetidas e imagens sombrias, criámos uma espécie de Idade Média caricatural, feita de pouca higiene, superstições e medo constante. Há várias histórias populares que ajudam a construir essa imagem. Uma delas diz que as pessoas tomavam banho apenas uma vez por ano, que as noivas levavam flores para disfarçar o cheiro e que daí nasceu o bouquet de c
21 de mar.2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 2/8 Terra, Propriedade e Controlo
A grande mudança não aconteceu num dia nem numa geração. Aconteceu lentamente, ao longo de séculos, quando a humanidade deixou de apenas habitar a natureza e começou a transformá-la. A agricultura fixou comunidades ao território, os animais passaram a ser criados em vez de caçados, e a terra deixou de ser apenas espaço de vida para se tornar riqueza acumulável. Com a propriedade surgiu uma nova preocupação: a herança. E com a herança surgiu uma necessidade que até então era s
18 de mar.2 min de leitura


Som & Memória: As séries que cresceram conosco
Há notícias que, mesmo sendo pequenas, abrem portas grandes na memória. Foi o que aconteceu quando ouvi falar de Richard Dean Anderson, o eterno MacGyver. De repente, regressaram aquelas tardes em frente à televisão, quando as séries dos anos 80 e 90 faziam parte da rotina de quase toda a gente. MacGyver era diferente dos heróis habituais. Não gostava de armas. A sua ferramenta era um canivete suíço e a capacidade de improvisar com o que tivesse à mão. Fosse para escapar de f
14 de mar.2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - 1/8 Quando a Mulher Era Centro
Muito antes de existirem cidades, leis escritas ou fronteiras, existia uma certeza silenciosa nas comunidades humanas: a vida nascia do corpo da mulher. Essa evidência simples moldou a forma como os primeiros grupos humanos compreenderam o mundo. A fertilidade não era apenas biologia. Era mistério, continuidade e sobrevivência. E quem carregava esse mistério ocupava naturalmente o centro simbólico da comunidade. As pequenas esculturas femininas encontradas em vários pontos da
11 de mar.2 min de leitura


Renegade Nell, a série que brilhou tarde demais
Renegade Nell é daquelas séries que não chegam com fanfarra nem com campanhas gigantes. Chegam de mansinho, quase escondidas no catálogo, como um livro esquecido numa prateleira que só descobrimos porque a capa nos piscou o olho. Foi assim que a encontrei, sem expectativa nem ruído, livre da pressão de ter de gostar. Talvez por isso tenha sido tão fácil mergulhar nela. Há histórias que se revelam melhor quando não estamos à espera de nada. A série tem um encanto próprio, uma
7 de mar.2 min de leitura


O Poder Feminino: Memória, Silêncio e Reaparecimento - Introdução
Este conjunto de ensaios nasce de uma pergunta simples: onde esteve o poder da mulher ao longo da história? Não apenas o poder político ou institucional, mas há histórias que não cabem num único texto. Precisam de tempo, de camadas e de silêncio entre palavras. A história do poder feminino é uma delas. Não começa no presente nem termina nele. Atravessa milénios quase sempre fora do centro da narrativa oficial, como um rio subterrâneo que continua a correr mesmo quando não o v
4 de mar.2 min de leitura


Livros de Cabeceira: Goor – A Crónica de Feaglar 1
A fantasia tem uma coisa curiosa. Quando funciona, não é apenas um mundo inventado. É um lugar onde acabamos por viver durante algumas páginas. Foi essa sensação que me voltou ao ler Goor – A Crónica de Feaglar I, de Pedro Ventura, um livro ao qual regresso agora com a distância do tempo e com a memória ainda viva da primeira viagem. O início mantém o ritmo próprio de muitas obras de fantasia que precisam de apresentar o seu universo. Há um tempo de construção, de posicioname
28 de fev.2 min de leitura
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