A fantasia tem uma coisa curiosa. Quando funciona, não é apenas um mundo inventado. É um lugar onde acabamos por viver durante algumas páginas. Foi essa sensação que me voltou ao ler Goor – A Crónica de Feaglar I, de Pedro Ventura, um livro ao qual regresso agora com a distância do tempo e com a memória ainda viva da primeira viagem. O início mantém o ritmo próprio de muitas obras de fantasia que precisam de apresentar o seu universo. Há um tempo de construção, de posicioname
Há livros que passam por nós, e há livros que ficam. Rapto em Lisboa ficou. Não só pela história, mas pela forma como me apanhou desprevenido e me puxou para dentro dela, como se tivesse entrado na caravela ao lado de Saulo, sentido o calor sufocante de São Tomé e ouvido o silêncio pesado do convento onde deixaram Leah.