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Topónimos que nascem da pedra: a geologia como força invisível na nomeação do sudoeste
Há regiões onde os nomes dos lugares parecem escolhidos por quem viveu séculos a observar a terra. No sudoeste alentejano e no Algarve, essa relação é especialmente evidente. Aqui, a geologia não é apenas pano de fundo. É uma presença activa, uma voz mineral que molda a forma como as pessoas descrevem o mundo à sua volta. Muitos topónimos sobrevivem precisamente porque captam essa voz. A paisagem do sudoeste é marcada por xisto, quartzito, cascalheiras antigas e ribeiras que
Francisco Fiúza
há 6 dias2 min de leitura


Milfontes, a Água e o Futuro que Ainda Podemos Escolher
Há lugares que carregam a sua verdade no nome. Milfontes é um deles. Não é preciso escavar muito para perceber que esta vila nasceu da água, viveu da água e sempre se orientou por ela. O rio, o mar, as nascentes escondidas, os antigos charcos que a toponímia teima em recordar. Alagoachos, por exemplo. O nome diz tudo, mesmo quando o betão tenta apagar a memória. Agora Milfontes prepara-se para crescer. A área urbana vai triplicar. É aqui, neste instante, que se decide o futur
Francisco Fiúza
25 de fev.2 min de leitura


Várzea e charneca
Dois nomes antigos que dividem a paisagem portuguesa Há palavras que parecem carregar séculos de experiência acumulada. Várzea e charneca são duas delas. Não nasceram em livros nem em decretos régios. Nasceram da observação directa da terra, da necessidade de distinguir o que dá e o que resiste, o que acolhe e o que desafia. São palavras que moldaram a forma como os portugueses leram o território muito antes de existirem mapas. A várzea é sempre o lugar fértil. O vale bai
Francisco Fiúza
14 de fev.2 min de leitura


Portugal, o Clima e o País que Ainda Não Acordou
As primeiras semanas do ano trouxeram imagens que muitos portugueses nunca tinham visto ao vivo. Não foram cheias clássicas, daquelas que faziam os rios sair das margens e ocupar as várzeas como acontecia noutros tempos. Foram episódios que fazem lembrar essas antigas cheias, mas agravados por anos de seca e por solos endurecidos, incapazes de absorver a água que caiu de forma concentrada. O território perdeu elasticidade. Onde antes havia infiltração, agora há escorrência. Q
Francisco Fiúza
11 de fev.2 min de leitura
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