Há lugares que carregam a sua verdade no nome. Milfontes é um deles. Não é preciso escavar muito para perceber que esta vila nasceu da água, viveu da água e sempre se orientou por ela. O rio, o mar, as nascentes escondidas, os antigos charcos que a toponímia teima em recordar. Alagoachos, por exemplo. O nome diz tudo, mesmo quando o betão tenta apagar a memória. Agora Milfontes prepara-se para crescer. A área urbana vai triplicar. É aqui, neste instante, que se decide o futur