Muito antes de existirem cidades, leis escritas ou fronteiras, existia uma certeza silenciosa nas comunidades humanas: a vida nascia do corpo da mulher. Essa evidência simples moldou a forma como os primeiros grupos humanos compreenderam o mundo. A fertilidade não era apenas biologia. Era mistério, continuidade e sobrevivência. E quem carregava esse mistério ocupava naturalmente o centro simbólico da comunidade. As pequenas esculturas femininas encontradas em vários pontos da